George Romero, diretor de “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), fez fama e construiu sua carreira ao reinventar os filmes de zumbis como forma de crítica social ao american way of life e seu consumismo desenfreado. Ainda que voltada ao público infantil, a animação “ParaNorman” também se utiliza do gênero para fazer a sua crítica que, nesse caso, é atualizada para seu público: sai o consumismo e entra o medo excessivo, principalmente do desconhecido. Não por acaso, Romero é uma das principais referencias dessa nova animação do estúdio Laika, mesmo responsável por “Coraline e o Mundo Secreto” (2009).
O letreiro inicial que apresenta “a nossa atração principal”, típico de filmes B dos anos 1950, já indica as referencias que serão mostradas a seguir. Referencias que, por sinal, são a paixão do personagem Norman, um garoto deslocado, fã aficionado de terror, e que consegue falar com os mortos. Quando o aniversário da bruxa que assombrou sua cidade séculos antes se aproxima, Norman precisa utilizar o seu conhecimento do oculto para tentar salvar a todos antes que um grupo de zumbis se levante do túmulo para vingar a morte da feiticeira.
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